in detail
A ideia da fundação de um Museu, centrado nas memórias e identidades do passado e do futuro do território da Luz no contexto de Alqueva, tem origem na década de 1980, no quadro da definição de medidas compensatórias dos impactes decorrentes da implementação do projecto. Desde então, a construção do Museu esteve sempre prevista nos respectivos planos de construção da nova aldeia.
As comunidades do seu território de intervenção assumem um papel vital nos processos de registo e salvaguarda das realidades desaparecidas. O programa museológico fundador foi da responsabilidade do etnólogo Benjamim Pereira, no âmbito de um trabalho sistemático e pluridisciplinar, abarcando as diversas componentes da História, Paisagismo, Antropologia, Arquitectura e Antropologia Visual. Este trabalho foi desenvolvido entre os anos de 1999 e 2003.
O Museu da Luz abriu ao público no ano de 2003, mantendo actividade regular desde então. É tutelado pela EDIA, S.A. e procura dar resposta de forma integrada às funções museológicas previstas na respectiva Lei-Quadro de Museus Portugueses. No ano de 2005 o Museu recebeu uma menção honrosa da APOM (Associação Portuguesa de Museologia), na categoria de ‘Melhor Museu do País’.
Em Maio de 2010 passou a integrar a Rede Portuguesa de Museus (RPM), entidade tutelada pelo Ministério da Cultura que se dedica à credenciação e qualificação na área museológica.
Museu da Luz
O projecto de arquitectura é da autoria dos arquitectos Pedro Pacheco e Marie Clément. O edifício museal tem características peculiares, evidenciando uma linguagem erudita ao mesmo tempo que manifesta uma viva relação com a forma de construir dos habitantes deste território já em época romana, evocação aliás evidente no submerso Castelo da Lousa (Monumento Nacional: século I a.C.). A sua própria implantação, fazendo-se abaixo do nível do solo, reforça esta ligação com o desaparecido sítio arqueológico, como se o aparecimento deste lugar tivesse sido feito, também ele, na sequência de intervenção arqueológica.
Fazendo uso dos recursos locais - o xisto - e tirando partido da sua implantação no espaço rural, confrontado pela nova realidade da Água, o edifício é uma mais valia muito significativa para o projecto museológico.
O projecto tem sido sucessivamente distinguido por prémios nacionais e internacionais, e foi seleccionado para integrar o núcleo EUROVISION da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2007.
Admission
2,00 / 1,00 euros
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