Pré e Proto-História - Noroeste de Portugal

permanent exhibition

in short

Esta sala apresenta artefactos que constituem os primeiros testemunhos da ocupação humana na região Norte de Portugal, de há cerca de 250.000 anos, até às peças datadas do séc. I d.C., com a integração no Império Romano.
Sala da Pré e Proto-História / Pre and Protohistory Room
© MDDS: Manuel Santos

Visitor entrance

Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa
Rua dos Bombeiros Voluntários
4700-025 Braga
Portugal 

Detailed information about the museum on euromuse.net

Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa

in detail

PALEOLÍTICO
As primeiras evidências da presença humana na região do litoral do Minho datam de há cerca de 250000 anos, altura em que o continente europeu assistia ao surgimento do Homem de Neandertal.
Utilizando exclusivamente seixos de quartzito, matéria-prima local abundante, a evolução nas técnicas de talhe realça a extraordinária capacidade de adaptação do Homem pré-histórico ao meio.


MESOLÍTICO / NEOLÍTICO ANTIGO
Na zona montanhosa do interior do Minho foi possível reconhecer a existência de um modelo estruturado de povoamento pré-histórico, com um vasto conjunto de objectos líticos de pequenas dimensões (micrólitos) e alguma cerâmica. Estes locais permitiam uma boa exploração do território, com controlo de vias naturais de circulação, na proximidade de recursos hídricos e em relação com a exploração da riqueza cinegética.


NEOLÍTICO
Deste período, compreendido entre o VI e os finais do IV milénios a.C., são pouco conhecidas áreas habitacionais, uma vez que estas comunidades, conhecendo a agricultura e a domesticação dos animais, seriam ainda muito dependentes da caça, da pesca e da recolecção.
A partir do V e durante boa parte do IV milénios a.C., constrói-se a primeira arquitectura monumental de âmbito funerário e ritual: antas ou dólmens e aos menires, destacando-se o dólmen de Lamas (Braga), datável do IV milénio a.C..


CALCOLÍTICO
A partir do Calcolítico (finais do IV até ao terceiro quartel do III milénios a.C.) verificam-se alterações na relação do homem com o meio. Tornam-se frequentes as ocupações em abrigos e áreas abertas, com construções em materiais perecíveis, como madeira, ramos, argila e saibro.
Nestes sítios arqueológicos aparecem cerâmicas, objectos de cobre, pedra (moinhos, machados, pontas de seta, contas de colar) e sementes de cereais, legumes e frutos a indiciar várias actividades domésticas e rituais, no quadro de um modo de vida agrário e pastoril.


ARTE RUPESTRE
Nas regiões da Galiza e do Norte de Portugal são abundantes as manifestações de Arte Rupestre, particularmente as gravuras ao ar livre, cuja cronologia entre o Neolítico e a Idade do Bronze.
Estas gravuras integram-se em dois grupos. Um abrange a região na proximidade da fachada atlântica do Alto Minho, com motivos geométricos, zoomórficos, armas e idoliformes. O outro grupo engloba grande parte do Minho, Trás-os-Montes e as Beiras, com representações esquemáticas e antropomórficas estilizadas.


IDADE DO BRONZE
Período entre os fins do III e meados do I milénios a.C., caracteriza-se pela ocupação de terras férteis de vale e montanha e pelo desenvolvimento da metalurgia do bronze.
O espólio sepulcral mais comum é constituído por vasos cerâmicos, embora, nalguns casos, armas e jóias denunciam prestígio e uma diferenciação social acentuada.
Datam do Bronze Final os primeiros recintos com muralhas de pedra, fenómeno talvez relacionado com hierarquias de povoamento e processos de consolidação de poder.
Registou-se uma maior circulação de objectos em bronze, relacionados com o aumento de contactos à distância e com fins rituais.


IDADE DO FERRO
Este período abarca o I milénio a.C., quando as comunidades desta região habitavam povoados fortificados (os castros), que se distribuíam ao longo das bacias dos principais rios.
A partir do século V a.C. verifica-se a integração destes povoados em unidades territoriais que os romanos viriam a designar por povos. Como reflexo da complexificação social, desenvolve-se a ourivesaria e a estatuária em pedra, como as esculturas dos guerreiros, tão característicos desta região. Este modelo organizacional conduziu à emergência de elites que viriam a desempenhar um papel decisivo na integração desta região no Império romano.
Admission
3,00 EUR
The exhibition venue on google maps:

keywords

archaeology, ancient worlds, history of art, prehistory, arte, portugal, minho, norte, paleolítico, neolítico, idade do bronze, idade do ferro, agricultura, cerâmica, cobre, caça, moinho, armas, romano, cultura, ética

Opening Times

Sun
10:00 - 17:30
Mon
-
Tue
10:00 - 17:30
Wed
10:00 - 17:30
Thu
10:00 - 17:30
Fri
10:00 - 17:30
Sat
10:00 - 17:30
Encerrado a 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro / Closed on January 1st, Easter Sunday, May 1st and December 25th.

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