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PALEOLÍTICO
As primeiras evidências da presença humana na região do litoral do Minho datam de há cerca de 250000 anos, altura em que o continente europeu assistia ao surgimento do Homem de Neandertal.
Utilizando exclusivamente seixos de quartzito, matéria-prima local abundante, a evolução nas técnicas de talhe realça a extraordinária capacidade de adaptação do Homem pré-histórico ao meio.
MESOLÍTICO / NEOLÍTICO ANTIGO
Na zona montanhosa do interior do Minho foi possível reconhecer a existência de um modelo estruturado de povoamento pré-histórico, com um vasto conjunto de objectos líticos de pequenas dimensões (micrólitos) e alguma cerâmica. Estes locais permitiam uma boa exploração do território, com controlo de vias naturais de circulação, na proximidade de recursos hídricos e em relação com a exploração da riqueza cinegética.
NEOLÍTICO
Deste período, compreendido entre o VI e os finais do IV milénios a.C., são pouco conhecidas áreas habitacionais, uma vez que estas comunidades, conhecendo a agricultura e a domesticação dos animais, seriam ainda muito dependentes da caça, da pesca e da recolecção.
A partir do V e durante boa parte do IV milénios a.C., constrói-se a primeira arquitectura monumental de âmbito funerário e ritual: antas ou dólmens e aos menires, destacando-se o dólmen de Lamas (Braga), datável do IV milénio a.C..
CALCOLÍTICO
A partir do Calcolítico (finais do IV até ao terceiro quartel do III milénios a.C.) verificam-se alterações na relação do homem com o meio. Tornam-se frequentes as ocupações em abrigos e áreas abertas, com construções em materiais perecíveis, como madeira, ramos, argila e saibro.
Nestes sítios arqueológicos aparecem cerâmicas, objectos de cobre, pedra (moinhos, machados, pontas de seta, contas de colar) e sementes de cereais, legumes e frutos a indiciar várias actividades domésticas e rituais, no quadro de um modo de vida agrário e pastoril.
ARTE RUPESTRE
Nas regiões da Galiza e do Norte de Portugal são abundantes as manifestações de Arte Rupestre, particularmente as gravuras ao ar livre, cuja cronologia entre o Neolítico e a Idade do Bronze.
Estas gravuras integram-se em dois grupos. Um abrange a região na proximidade da fachada atlântica do Alto Minho, com motivos geométricos, zoomórficos, armas e idoliformes. O outro grupo engloba grande parte do Minho, Trás-os-Montes e as Beiras, com representações esquemáticas e antropomórficas estilizadas.
IDADE DO BRONZE
Período entre os fins do III e meados do I milénios a.C., caracteriza-se pela ocupação de terras férteis de vale e montanha e pelo desenvolvimento da metalurgia do bronze.
O espólio sepulcral mais comum é constituído por vasos cerâmicos, embora, nalguns casos, armas e jóias denunciam prestígio e uma diferenciação social acentuada.
Datam do Bronze Final os primeiros recintos com muralhas de pedra, fenómeno talvez relacionado com hierarquias de povoamento e processos de consolidação de poder.
Registou-se uma maior circulação de objectos em bronze, relacionados com o aumento de contactos à distância e com fins rituais.
IDADE DO FERRO
Este período abarca o I milénio a.C., quando as comunidades desta região habitavam povoados fortificados (os castros), que se distribuíam ao longo das bacias dos principais rios.
A partir do século V a.C. verifica-se a integração destes povoados em unidades territoriais que os romanos viriam a designar por povos. Como reflexo da complexificação social, desenvolve-se a ourivesaria e a estatuária em pedra, como as esculturas dos guerreiros, tão característicos desta região. Este modelo organizacional conduziu à emergência de elites que viriam a desempenhar um papel decisivo na integração desta região no Império romano.
Admission
3,00 EUR
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