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A centralidade do território entre os rios Douro e Minho e a confluência de uma vasta rede de caminhos naturais, propiciaram um importante desenvolvimento das actividades económicas, condições que favoreceram a assimilação da organização política romana e, sobretudo, o incremento do comércio a longa distância.
Bracara Augusta foi uma importante cidade comercial que em muito beneficiou do intenso e bem organizado tráfego marítimo que unia os diferentes centros produtores do Império romano. Entre esses produtos estão cerâmicas, vidros, objectos de luxo e os produtos de natureza alimentar, como o vinho, os preparados de peixe e o azeite.
A circulação monetária nesta região iniciou-se no período de Augusto, com as moedas designadas de caetra, emitidas, provavelmente, entre 27-23 a.C..
A partir dos Flávios tornam-se dominantes as moedas cunhadas em Roma cujo fluxo cresceu significativamente no século II e III.
As emissões do século IV, ainda em circulação nos inícios do século V, estão bem representadas nos tesouros ocultados aquando da chegada dos Suevos à região, como é o caso do das Carvalheiras, constituído por 44.982 moedas do século IV.
A posição geo-estratégica de Bracara Augusta, como importante mercado, favoreceu a fixação de artesãos e de oficinas especializadas de olaria, artes do fogo, nomeadamente, a produção de vidro, a fundição de bronze, ouro e ferro, bem como, a indústria dos têxteis e o fabrico de pigmentos.
Apesar dessas oficinas se situarem preferencialmente na periferia da cidade, também foram encontrados vestígios da sua localização no interior de Bracara Augusta.
Admission
3,00 EUR
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